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matriz2006

matriz2006

08
Jan13

...

Oito de Janeiro

 

Mais um ano. E assim vão passando os anos.

Assim vai correndo a vida.

Cada ano que passa é uma folha que se arranca do calendário.

Que não seja a ultima, que eu tenho tantas coisa por fazer, Por inventar, por descobrir, para aprender, por partilhar.

Eu não posso morrer.

Quem é que ia contemplar os meus lírios do campo quando rebentam ou estão a florir cheios de glória?

Quem é que levava o meu cão à rua, para correr, saltar, fazer piruetas para as crianças se rirem, se rirem de alegria?

Não tenho cão! Que importa.

Quem não tem inventa, o que é preciso é inventar.

Inventar pontes sobre o mar…

Se por amor tudo vale a pena, para não morrer eu invento o que for preciso.

Um cão, um gato, um burro, uma joaninha, uma rosa amarela, escancaro janelas, abro portas…qualquer coisa serve para justificar, para me prender por muitos anos à vida.

Eu gosto muito de viver. Gosto muito dos meus.

E gosto muito de ver as crianças esbaforidas de alegria… também gosto muito dos meus amigos e amigas. E também gosto muito das pessoas da minha aldeia e das que tiveram uma vida dura e hoje sabem rir como ninguém, digo com gosto: são uns heróis.

Eu amo a vida e quem ama inventa esperança… Eu quero viver,

  Viver, viver, viver,

Ser uma eterna criança.

 

Amadora, 8 de Janeiro de 2013

 

airesplácido