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matriz2006

matriz2006

07
Mar12

..

Momento de poesia

     (de um
"descendente de Camões")

 

  "Canto" primeiro...Choro depois!

 

         
I




As sarnas de barões
todos inchados


Eleitos pela plebe
lusitana


Que agora se encontram
instalados


Fazendo o que lhes dá
na real gana


Nos seus poleiros bem
engalanados,


Mais do que permite a
decência humana,


Olvidam-se do quanto
proclamaram


Em campanhas com que
nos enganaram!

         
 II




E também as jogadas
habilidosas


Daqueles tais que
foram dilatando


Contas bancárias
ignominiosas,


Do Minho ao Algarve
tudo devastando,


Guardam para si as
coisas valiosas


Desprezam quem de fome
vai chorando!


Gritando levarei, se
tiver arte,


Esta falta de vergonha
a toda a parte!

          III



Falem da crise grega
todo o ano!


E das aflições que à
Europa deram;


Calem-se aqueles que
por engano


Votaram no refugo que
elegeram!


Que a mim mete-me nojo
o peito ufano


De gente que só
enriqueceram


Com a prática de
gabarolice tanta


Que andarem à solta só
me espanta.




         
IV




E vós, ninfas do
Coura, onde eu nado,


Por quem sempre senti
carinho ardente


Não me deixeis agora
abandonado


E concedei engenho à
minha mente,


De modo a que possa,
convosco ao lado,


Desmascarar de forma
eloquente


Aqueles que já têm no
seu gene


A besta horrível do
poder perene!




    

     * (Luiz Vaz Sem Tostões)...rsrs

 

Fernando Reis Costa