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Terça-feira, 27 de Novembro de 2007

Até Sempre, Padre Fonte

Já li tanta coisa, já escrevi também, mas preciso de encerrar este assunto e como pouco conhecedora ao vivo do Padre Fonte, talvez esteja melhor colocada para o fazer. Sempre o vi como uma pessoa empenhada no seu trabalho e na sua igreja, sempre o vi a voar e voar alto, para encontrar o limite da liberdade. Empenhava-se como ninguém para conquistar seus ideais e lutava contra todos os obstáculos. Sempre acreditando na Fé Divina, foi exemplo de coragem e determinação para aqueles menos favorecidos de força e de bens. Sem "papas na língua", dizia o que sentia, doesse a quem doesse. Defendia o altruísmo, a lealdade e virava-se do avesso se preciso para quem amava e dele precisava.

Acredito que Deus o comandou como seu enviado, para ter a sua missão. Ela foi cumprida, e agora, volta aos cuidados do Pai. Todos sabemos que devia ser muito difícil, para uma pessoa como ele, activo e enérgico, conviver com as limitações que essa doença sem explicação, dia a dia lhe infligia.Talvez  ele nunca temesse a morte, mas sim a vida; as dores, decepções e sofrimento que a vida nos traz.  A Paz agora está com o Padre Fonte. Ele descansa da sua missão. Que a obra que ele desenvolveu, seja exemplo para outros seguirem, que a sua força e liberdade passe para tantos seguidores que ele poderá ter.

Tenho certeza que todos sentem a sua ausência, os que com ele lidavam diáriamente,  os que só o viam de passagem, até os que só ouviam falar dele. Vamos pedir que lá, onde ele está, olhe por nós, olhe principalmente por aqueles que estão mais tristes e desconsolados, para que não sucumbam ao desespero . Ficará para sempre guardado o seu ensinamento. Esperamos que em Paz, ele  corra pelas terras que Deus lhe dá agora, que voe livre pelos ceús acreditando que não há limites para ir de encontro a Deus.
Descanse em Paz!!!!

Até sempre, Padre Fonte

Marisa

 

 

 

 

 

 

 

Um Minuto de Silêncio


Deus pede um minuto de silêncio!
O Padre Fonte está entre as nuvens
pedindo passagem para sua entrada no céu.
Após esse minuto de silêncio
vamos ouvir o som das harpas e dos clarins dos anjos
abafando o choro que aqui na terra ecoa.
O céu está em festa!
O Padre Fonte atendeu o chamado de Deus...e
foi brilhar entre as estrelas .
Mais uma vez nossos olhos derramam lágrimas
de dor e de saudade.
Não te vamos  esquecer Padre Fonte,
você estará sempre entre nós
através da sua força, do seu sorriso...e da força de viver
que  ferozmente mostrou a seus amigos.
Muita paz nessa sua nova morada...

 

 


Adaptado de Silvia Giovatto

 

 


publicado por Marisa às 22:20

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3 comentários:
De fernpeixoto@hotmail.com a 27 de Novembro de 2007 às 23:13
LINDO, LINDO EU TAMBÉM ACHO VASMOS PARAR POR AQUI, ATÉ SEMPRE PADRE FONTE DESCANCE EM PAZ
De fernpeixoto@hotmail.com a 27 de Novembro de 2007 às 23:37
ESTE É O RETRATO FIEL DAQUILO QUE EU CONHEÇO
DO HOMEM AQUEM CHAMAVA O NOSSO PADRE
FONTE, E POR ISSO NÃO VOU ACRESCENTAR MAIS
NADA, QUERO APENAS DESEJAR AO NOSSO PADRE
FONTE NESTA SUA ULTIMA VIAGEM MUITA PAZ
De domingos Paulo a 28 de Novembro de 2007 às 00:45
(Partilho aqui um texto do D. António Couto que em alguns pontos foram desvelados, revelados na homilia de funeral do Padre Manuel Fonte... penso que pode ser útil... começa assim:)


O AMOR NÃO VOLTA AO PÓ


11. Em alguns pontos, retirados da homilia do Bispo Auxiliar de Braga D. António Couto, manifesto a minha gratidão. Ao PADRE e AMIGO FONTE

O AMOR NÃO VOLTA AO PÓ

1. «O Senhor-Deus modelou o homem do pó do solo, e soprou nas suas narinas um alento de vida, e o homem tornou-se um ser vivo» (Génesis 2,7).

2. Descrição de sonho. Um Deus que modela com as suas mãos o homem da nossa terra pura e fecunda. O húmus, a humildade, o homem. Tecido de húmus, de humildade, modelado e embalado pelas mãos maternais de Deus. Acariciado, mimado, animado, pelo sopro puro de Deus: beijo de Deus no rosto do homem. Eis o homem.

3. Alguns Livros à frente, no final do Deuteronómio, continuamos a ler, para feliz espanto nosso, que «Moisés, servo de Deus, morreu ali, na terra de Moab, à boca de Deus» (Deuteronómio 34,5), depois de, no Livro dos Números (12,8), Deus ter já aparecido a declarar: «Falo com ele (Moisés) boca a boca».

4. Nenhuma distância. Tamanha intimidade. Tanto carinho. Quando nasce. Durante a vida toda. Também na morte. Note-se bem que o homem não é só pó. É pó modelado e soprado,/ beijado,/ sustentado pelo alento puro e amoroso de Deus. O homem é, portanto, pó e amor. E o amor não volta ao pó, pois «o amor é forte,/ é como a morte» (Cântico dos Cânticos 8,6), «liberta da morte» (Tobias 12,9; Provérbios 10,2; 11,4; Dn 4,24). Quem acolhe o amor de Deus não fica, pois, perdido nas páginas do pó (Jeremias 17,13), mas é recolhido pelas mãos carinhosas de Deus nas páginas do livro da vida (Salmo 87,5; Isaías 4,3; Daniel 12,1; Malaquias 3,16; Lucas 10,20; Apocalipse 20,12).

5. Ler o homem e ler o mundo, ler este homem e ler este mundo: gesto que não pode ser feito sem respeitar a intencionalidade do criador, que me deu a mim mesmo por amor, para que eu me receba por amor, e me deu o mundo por amor, para que eu o receba por amor. Ao contrário do que possamos pensar, receber não é um gesto fácil; é um gesto difícil que requer inteligência e coragem. Implica que eu compreenda que não tenho em mim o meu fundamento, que não tenho nenhum direito sobre mim nem sobre o mundo, que eu não sou meu e que o mundo não é meu, que eu não sou dono de mim nem dono do mundo, que não posso dar-lhes o sentido que eu quiser.

6. O sentido é o amor, que não volta ao pó. O amor liberta da morte...

Com imensa gratidão

Padre Domingos Paulo
(simples colaborador da Paróquia Matriz no mês de Agosto)

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