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matriz2006

matriz2006

06
Jan07

250 Anos da Igreja Matriz

 A Póvoa assistiu hoje a um verdadeiro retornar no tempo e desde já os meus parabéns a quem se propôs esta iniciativa.

Foi realmente, para quem assistiu, e era muita gente a assistir, uma verdadeira prenda dos Reis Magos.

E passo a explicar, utilizando o ínicio do livro distribuido durante a procissão Eucarística, e ilustrando depois com algumas das muitas fotos que tirei. Mas podem crer, valeu a pena assistir.

 

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A  Igreja Matriz iniciou as comemorações dos seus 250 anos com uma procissão Eucarística, que tentou ser uma cópia fiel da que se realizou no dia 6 de janeiro de 1757.

"Para o dia 6 de Janeiro de 1757 - annos prepararm um solemnissima procissão em que com toda a pompa e magnificência foram conduzidas do antigo templo do ermo para o novo fabricado entre o povo, as Santas Imagens que deviam sahir da antiga Matriz, e debaixo do palio o Santíssimo Corpo de Christo Sacramentado, e passando a procissão pelo terreiro de S. sebastião avistando a fortaleza d`esta villa salvou o rei dos reis com uma descarga da sua artilharia recebendo com a bandeira das reais armas e sagradas quinas, abatida, a bênção que o prestes deu à mesma fortaleza, prostado de joelhos o povo e clero ao cantar o Tantum ergo" ( Veiga Leal).

Todos os homens da Confraria , para além da opa, vestem de acordo com a época, séc XVIII.

"Usaram-se as casacas de veludo, lã e sêda, rodadas, com algibeiras de pastrana e botões de vidro e de metal, todas bordadas e recamadas de applicações, vestiam-se sobre o collete que descia até abaixo do ventre e era talhado largo, feito de setim bordado, de cores variegadas. as mangas de canhão, mais largas em baixo, armavam-se em arame.

A gravata "de garrote", de renda branca, sahia do collete. Segurava-o uma jóia, e os "bofes" acompanhavam-na. Os calções justos atavam-se sob o joelho, firmando-se lateralmente, primeiro por rosetas de fitas e depois por agulhetas. A meia era de seda branca ou de cor(...). O chapéu era o tricórnio..." (História do trajo em Portugal, Lello & Irmão - editores).

A procissão seguiu o mesmo percurso que em 1757, saiu da Misericórdia, percorreu a Rua Senhor do Monte, rua Fernando Barbosa, rua do Visconde, largo Eça de Queirós, Praça do Almada Norte, Praça do Almada Sul, Largo Eça de Queiros, rua do Cidral, Rua da Conceição e recolheu à Igreja Matriz.

Durante todo o percurso foi vista por imensas pessoas que se aglomeravam nos passeios e entre elogios e muita animação ( é que os figurantes, disseram-me que 270, trajados à época estavam o máximo), deram por muito bem aproveitada a tarde de sábado, tarde de Reis. De salientar também a presença das crianças das várias classes da catequese da Matriz, que com os seus cachecóis comemorativos davam um alegre colorido aos passeios da nossa cidade, onde aguardavam sentadas a passagem da procissão

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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